Casas Bahia derruba dívida em 70%, mas prejuízo dispara e crédito continua limitado
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Depois de enfrentar um período turbulento, a Casas Bahia conseguiu reduzir sua dívida em mais de 70%, mas registrou um prejuízo quase três vezes maior do que no ano anterior, chegando a R$ 2,98 bilhões em 2025. O grupo aposta no aumento das vendas de televisores durante a <a href="
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Renato Franklin, CEO da companhia, destacou que a empresa prefere vender menos para manter a inadimplência sob controle, abaixo de 9%. Ele explicou que o cenário econômico incerto, agravado pela guerra no <a href="
http://revistaoeste.com/tag/ira" rel="nofollow">Irã</a> e a alta do petróleo, exige uma postura conservadora em relação à concessão de crédito. “O pior momento da Casas Bahia já passou”, afirmou Franklin ao jornal Folha de S.Paulo.
Impacto das baixas contábeis e cenário financeiro
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O aumento do prejuízo foi atribuído principalmente a uma baixa não recorrente de ativos fiscais diferidos no valor de R$ 1,45 bilhão, que serve para proteger a empresa de riscos relacionados a disputas judiciais. Sem esse impacto, o prejuízo teria subido 47%, totalizando R$ 1,5 bilhão. Parte dessa provisão foi destinada a cobrir uma dívida de cerca de R$ 170 milhões do Grupo Pão de Açúcar, que entrou em recuperação extrajudicial na terça-feira 10.
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Em 2025, a Casas Bahia alcançou faturamento de R$ 34,8 bilhões, um crescimento de 7,4% em relação a 2024, e receita líquida de R$ 29,2 bilhões, avanço de 7,3%. O Ebitda ajustado atingiu R$ 2,5 bilhões, alta de 29,7%. Por outro lado, o resultado financeiro ficou negativo em R$ 3,7 bilhões, influenciado pelo aumento dos juros.
Mudanças na estratégia comercial e no perfil de vendas
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A
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alterou sua estratégia comercial, deixando de lado o famoso slogan “quer pagar quanto?” para priorizar um controle mais rigoroso sobre o crédito concedido. Segundo Franklin, “é muito fácil você se empolgar com o cenário de desemprego em queda e aumento da renda real, querer acelerar demais e se endividar de novo”. Ele explicou que, apesar da demanda por crédito, a empresa adota prudência por causa do elevado endividamento dos consumidores.
O crediário representa 17% das vendas, enquanto o cartão de crédito responde por 60% e as compras via Pix já somam 23%, com crescimento contínuo. Franklin afirmou que o consumidor busca o pagamento à vista para obter descontos. Desde a parceria fechada com o Mercado Livre em novembro, as vendas digitais aumentaram e corresponderam a 45,5% do total no último trimestre de 2025, ante 31% nos primeiros nove meses do ano.
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Desafios operacionais e pressões externas
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No entanto, a empresa enfrentou problemas operacionais no fim de 2025, durante a Black Friday e o Natal, com atrasos em pedidos e reclamações de clientes, além de atrasos em pagamentos a vendedores do marketplace. As queixas no Reclame Aqui subiram 35% no período, totalizando 117,6 mil registros, segundo o balanço.
Franklin também mencionou que a guerra no Irã tende a pressionar o custo do frete por causa da valorização do petróleo. “Um pouco de aumento [de custo do frete] vai ter", afirmou. "Qualquer aumento será repassado ao consumidor.” De acordo com o executivo, a empresa segue uma política de contenção de custos e anunciou, na quarta-feira 11, uma emissão de nota comercial de R$ 1,4 bilhão junto ao Bradesco, com prazo de dois anos, para alongar prazos de passivos sem elevar o endividamento.
Reestruturação financeira e perspectivas
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A reestruturação financeira da Casas Bahia foi conduzida pela Mapa Capital, que comprou debêntures dos principais credores e as converteu em ações, assumindo 85,5% do grupo desde agosto. Isso permitiu uma economia de R$ 230 milhões ao ano em despesas financeiras e garantiu acesso contínuo a crédito bancário, ainda que tenha diluído os acionistas originais, como a família Klein, fundadora da empresa.
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